Quinta-feira, 3 de Junho de 2004
Impostos - Nunes dos Reis nomeado assessor
EX-DIRECTOR REGRESSA
O ex-director-geral dos Impostos, Nunes dos Reis, foi convidado por Paulo de Macedo para ocupar o lugar de assessor do director-geral para a área da Inspecção Tributária. Nunes dos Reis foi o responsável máximo da máquina fiscal durante cinco anos, tendo saído em 2002 incompatibilizado com a ministra das Finanças.
d.r.

Nunes dos Reis regressa para ajudar o novo director-geral
Quando Manuela Ferreira Leite foi chamada, em 5 de Junho de 2002, à Comissão Parlamentar de Economia e Finanças para explicar o negócio das acções do Benfica, que o Correio da Manhã denunciou terem sido entregues como garantia da reclamação de uma dívida tributária superior a 1,5 milhões de contos, apontou o nome de Nunes dos Reis como responsável por ter despachado favoravelmente a pretensão do clube da Luz, considerando as acções “idóneas” como garantia.

Nessa mesma reunião, a ministra das Finanças disse que a sua primeira medida de combate à fraude fiscal tinha sido a exoneração do director--geral dos Impostos. Uma afirmação que não caiu bem na máquina fiscal e que, na altura, “magoou profundamente” Nunes dos Reis, que a classificou como uma ”uma saída infeliz”, acrescentando que que o combate à fraude e à evasão fiscal “não começa pela demissão do director-geral, mas antes por um reforço das acções de inspecção”.

Aquele responsável, falando numa almoço de desagravo, que juntou na Gare Marítima de Alcântara centenas de altos funcionários dos Impostos e o ex-ministro das Finanças, Pina Moura, no dia 21 de Junho de 2002, disse ter apresentado a sua demissão a Manuela Ferreira Leite “um mês e meio antes da exoneração, o que não foi aceite pela nova equipa das Finanças”.

Ignorando, aparentemente, “o episódio Benfica”, o director-geral nomeado fez o convite a Nunes dos Reis.

'ACIMA DE TUDO ESTARÁ SEMPRE A INSTITUIÇÃO

“Sou um funcionário dos impostos, vou para onde me mandarem. Para mim. acima de tudo, estará sempre a instituição Direcção-Geral dos Impostos (DGI)”, afirmou ao Correio da Manhã Nunes dos Reis. o Ex-director geral, manifestou a sua intenção de colaborar “activamente” com o novo director-geral. “Como funcionário tenho trabalhado com todos os directores dos Impostos”, acrescentou aquele responsável que, até ao momento, não exercia nenhuma função dentro da DGI.

Nunes dos Reis não quis comentar a polémica que o opôs à ministra das Finanças por causa do Benfica e que levou à sua saída do cargo de director-geral.

Também nomeado para o gabinete do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais foi Luís Manuel Ferreira Pinto, antigo número dois do subdirector-geral da Informática Tributária, Cavalheiro Dias. Luís Pinto vai acompanhar a articulação do plano de informatização tributária implementado pela DGITA.
Miguel Alexandre Ganhão

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publicado por sac3107 às 21:51
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