Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2004
Quem nos vale?
Às vezes dou comigo a pensar se, por acaso, não estamos a lidar com o Estado da Nação da mesma forma que lidamos com o estado do futebol nacional (arbitragens, SAD's e por aí fora), e, pergunto-me também, se não estamos a ser injustos.

Bem, isto são os meus pensamentos (às vezes) porque não entendo algumas políticas económicas que são praticadas neste país.

É certo que se um país aposta preferencialmente em políticas sociais, o Estado acaba por ficar depauperado e incrementar a improdutividade; mas se for demasiado monetarista ou cambialista acaba por esquecer funções principais do Estado ( e uma delas é a da protecção dos CIDADÃOS ... o que é constantemente esquecido: o Estado existe pelos e para os cidadãos e são eles, os cidadãos, quem estrutura o Estado); bem, se eu não percebo nada de economia (a não ser da doméstica) e consigo perceber que, talvez, uma solução intemédia seja a melhor, porque não o entendem os políticos? É claro que eu tenho as minhas respostas, mas gostava de conhecer as oficiais.

Mas não era propriamente este o assunto que hoje mais me preocupava... tenho andado aqui a pensar em outras coisas.
Dizem: os portugueses só não fogem ao fiscop se não puderem. Verdade. Mas o maior vigarista acaba por ser o Estado. Quando são os contribuintes efectivos que sustentam os luxos dos gestores públicos, quando, com os seus impostos, lhes pagam os almoços, jantares, viagens, hotéis, cartões de crédito e tudo o mais. Claro, que, sendo poucos aqueles que realmente contribuem, muitos os que fogem e outros "Chicos espertos" que se aproveitam dos recursos do Estado, decerto que o erário público não chega.
Mas ainda há outras situações engraçadas: querem saber as técnicas para combater a despesa pública? Fácil: ora, uma das regras básicas da gestão de organismos públicos é esta: há que poupar durante o ano económico os doze avos que são atribuídos porque não se sabe que surpresa nos vai aparecer pela frente e, em Novembro e Dezembro, há que gastar o orçamento, quando sobra, para não retornar ao Gabinete de Gestão Financeira. Ora que descobriu A Srª Ferreira Leite? Pois: se as empresas públicas não gastarem toda a verba atribuída, o valor sobrante será deduzido do orçamento a atribuir no ano económico seguinte. na prática é mais ou menos assim: se tens 12 para gastar e gastaste 11 em 2003, em 2004 ser-te-á atribuído apenas 11 porque, está provado, que 12 não te faz falta. Ora, andamos de cavalo para burro, quer-me cá parecer. E que medidas há que tomar? Fácil: manda-se uma circular a todos os serviços públicos a proibir quaisquer aquisições no mês de Dezembro (mais exactamente a partir de 12 de Dezembro) para os valores em dívida retornarem aos cofres do Estado e assim, artificial e manhosamente, se resolver a despesa pública.

Ora com exemplos destes só podemos continuar a perpetuar um país de "Chicos espertos", começando pelo gabinete que gere as finanças nacionais.



publicado por sac3107 às 01:10
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1 comentário:
De Bornpt a 22 de Dezembro de 2003 às 22:45
Muitas vezes é preciso alguém relembrar o que é importante: os portugueses.


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