Quinta-feira, 8 de Abril de 2004
Fixado o Preço das Obrigações da Operação Citigroup
Por JOÃO RAMOS DE ALMEIDA
Quinta-feira, 08 de Abril de 2004

O "preço" das obrigações relativas às dívidas fiscais e da Segurança Social, cedidas à instituição financeira Citigroup em Dezembro passado para cumprir as metas orçamentais de 2003, foi ontem fixado. As obrigações das diversas tranches de créditos, consoante a avaliação de risco, vão pagar uma taxa de juro que oscila entre a taxa euribor mais 0,11 e 1,47 pontos percentuais, soube o PÚBLICO no mercado londrino. A emissão de dívida pública da república portuguesa financia-se à taxa euribor menos 0,09 pontos percentuais.

As obrigações, que serão cotadas na Euronext, em Lisboa e Luxemburgo, foram subscritas, essencialmente, por investidores franceses, alemães e britânicos. Os investidores portugueses apenas subscreveram 10 por cento, ao contrário da operação de créditos públicos italianos quase na totalidade vendida a investidores nacionais.

Os valores nominais desses títulos, num total de 1,663 mil milhões de euros, são os que tinham sido já anteriormente referidos pelas sociedades de "rating" contratadas por imposição do Citigroup - a Fitch, Standard & Poor's e Moody's. O Estado português terá agora de reembolsar, através das cobranças futuras das dívidas, aqueles valores nominais mais as remunerações estimadas com base nas respectivas taxas de juro.

A duração da "vida" das obrigações parece ser todavia inferior ao que se depreendia dos contratos assinados. Apesar das obrigações terem uma vida legal de 8,5 anos - ou seja, esse é o período durante o qual o Estado português mantém a sua obrigação - o período previsto de reembolso das obrigações da primeira tranche é de apenas 1,6 anos. A segunda tranche tem um período de reembolso de 3,4 anos e as restantes de cinco anos. Ou seja, prevê-se que, no final de cinco anos, as obrigações estejam reembolsadas, caso as cobranças fiscais sejam suficientes para pagar aos investidores e o conjunto das despesas relacionadas com a operação.

Este foi o resultado das sessões de cativação dos investidores institucionais para investir nas obrigações da operação de titularização ("road-show") que decorreu até ao final de Março passado, em diversas capitais europeias e nas quais participou o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Vasco Valdez.

Nesses encontros terão participado cerca de 150 investidores, entre encontros conjuntos e bilaterais. Na passada terça-feira, foi dada a primeira indicação de preço para os diversos tipos de obrigações, com valores ligeiramente mais elevados dos que os que chegariam a ser fixados.

A operação de venda teve a participação de três instituições financeiras nacionais: Millenium BCP, Caixa Geral de Depósitos e Citigroup; bem como a assessoria do BPI, do Banif e do Finantia, tendo diversas instituições financeiras recusado participar nesta operação como assessores.

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publicado por sac3107 às 20:06
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